Em realidade este meu sonho de ter uma escola de mergulho veio com o tempo e amadurecimento pessoal.
Vamos retornar um pouco no tempo...
Quando criança, na piscina do Esporte Clube Pinheiros, quintal da minha casa, palco de muitas brincadeiras em apnéia, muitas competições de natação e de campeões (o que não foi o meu caso, somente fiquei nas brincadeiras) queria ficar mais tempo embaixo da água, aproveitar mais o calor e o envolvimento, quase que materno que senti e ainda sinto quando estou submersa.
Contudo, com a limitação de todo mamífero humano não podia realizar a façanha do modo que eu desejava. O tempo foi passando e eu sempre com minha máscara, snorkel e nadadeiras a tira colo, junto com amigos e familiares tentando cada vez mais ficar abaixo do nível d'água, ou nas piscinas ou no mar de Santos onde passávamos as nossas férias escolares.
Certa época tive a oportunidade, que para mim foi especial, de fazer meu primeiro mergulho de scuba, minha família não tinha tradição neste tipo de atividade, mas para mim era uma vontade pessoal que já vinha de longe, e digo de longe mesmo, acho que nasceu comigo.
Após este mergulho, nunca mais parei de mergulhar, era como se a água e seus habitantes estivessem me esperando.
Aperfeiçoei-me em algumas áreas do mergulho, até me formar instrutora. Percebi que o que me fazia feliz, e ainda faz, é passar para outros, o que eu realmente sinto quando estou mergulhando.
Junto com amigos, companheiros e irmãos da água surgiu a Escola de Mergulho Dive Buddy, de uma necessidade de fazer mais pela atividade e desenvolver o lado pessoal de cada um, o sonho de realmente sermos duplas, triplas, grupo, enfim, uma família embaixo e em cima d'água, isto é aquática, se assim posso dizer.
Firmamos o objetivo de fazer um trabalho com qualidade e sempre focando a preservação do meio ambiente, através de atitudes e ensinamento, junto a adultos e crianças.
Também temos como compromisso, além do desenvolvimento, como escola de mergulho, pesquisas relativas a toda espécie de local onde há água. Afinal o homem sabe muito pouco sobre esta parte do planeta e como pode afetar a vida animal de um modo geral.
Por Silva Hidalgo